quarta-feira, 15 de julho de 2015

De Servente de Pedreiro a Juiz - O Relato de Sidnei Dal Moro

Sidnei (ou SDM), na prova oral do TJPR - Fonte/Reprodução: www.tjpr.jus.br
Sdm (continuo achando estranho chamá-lo de Sidnei) é mais um daqueles amigos que fiz nos primórdios deste blog. Pra ser sincero, antes do próprio blog, quando eu, ele e mais alguns amigos (muitos deles já aprovados), debatíamos sobre as loucuras e as dificuldades da preparação para carreiras jurídicas, em especial da magistratura.

O tempo passou, aquele espaço de debate mudou de casa - hoje, o Fórum do MOCAM - mas a amizade continua. Tanto que os encontros, há muito, deixaram de ser exclusivamente virtuais.

O último deles, com o amigo Sidnei, foi no retorno da primeira etapa do último concurso da magistratura do TJPR, em 2014. Os atrasos nos voos fizeram esticar o papo. Sdm, que sempre ri e faz piada, acabou deixando escapar o quanto difícil estava permanecer naquela lida. Mas com a característica própria dos vencedores, continuava a manter firme seu propósito.

Enfim, o que vocês lerão agora é a história de vida desse ser humano (que eu também desconhecia), coroada com o final feliz que ocorreu naquele mesmo concurso da magistratura do TJPR, onde pela última vez (enquanto candidato) ele me encontrou.

Sidnei, que a sua carreira na magistratura seja tão emocionante quanto foi a sua história até aqui.

Aos leitores, aproveitem. E não deixem de compartilhar esse relato.


COMO ME TORNEI JUIZ DE DIREITO



por Sidnei Dal Moro



É com a alma carregada de emoções que eu escrevo este texto. Eu realmente não tenho palavras para descrever este momento em que a emoção suplanta a razão e os sentimentos se misturam de uma forma que me deixa atônito. As lágrimas brotam dos olhos e lavam a alma, deixando no coração a certeza de que valeu muito a pena.

Começo minha história citando parte de um texto do grande Luis Fernando Veríssimo. O título vem a calhar, chama-se “não me acordem”. É assim:

“O passado é prólogo. Certos acontecimentos dão força a esta frase, transformam tudo que veio antes em preliminar, em mero antecedente. Ou, para usar outro termo literário, em prefácio. Você se dá conta de que tudo que houve até ali - toda uma vida, toda uma história - foi simplesmente preparação para aquele certo momento, depois do qual nada será como era. E o passado ganha uma lógica que não tinha. Você passa a entender tudo em retrospecto. Tudo tinha um sentido que você apenas não percebera, na falta do momento máximo.” 

Eu nasci em Descanso, uma pequena cidade no extremo oeste de Santa Catarina em 14/08/1976. Dizem que o nome da cidade se deve ao fato de a Coluna Prestes ter passado pelo Município e pernoitado às margens do riacho que corta a cidade. Uma grande honra para mim nascer na terra que ao menos por uma noite foi a casa do cavaleiro da esperança.

Meus pais eram pequenos agricultores e tinham um pequeno sítio no interior do município onde vivíamos. Meu pai estudou até a 3ª série primária. Minha mãe estudou até a 7ª série e chegou a ser professora primária por algum tempo; depois, largou a escola para dedicar-se à família. Desde criança eu sempre quis fazer direito. As pessoas perguntavam por que eu não queria ser técnico agrícola ou agrônomo, mas eu sempre respondia convicto que seria advogado, mesmo não tendo nenhum advogado na família.

Dizia advogado, pois era a única coisa que eu sabia e ouvia de direito e não sabia que existia promotor, juiz, etc.

Trabalhei nas atividades rurais desde criança: ajudava meu pai nas lavouras de milho, na criação de suínos, bem como na ordenha das vacas de leite que minha mãe cuidava (isso dos seis aos quinze anos). Na minha escola primária ficavam as quatro turmas na mesma sala. Em cada fileira ficávamos alunos de um ano de escola. Recordo-me claramente de romper os campos cobertos de gelo para chegar à escola; o frio por vezes também é um inimigo cruel e desafiador.

Minha mãe sempre dizia que eu e meu irmão iríamos estudar, de qualquer forma. Ela carregava a frustração de não ter estudado, pois deixou a escola para cuidar dos irmãos mais novos. Dizia com todas as letras que passaria fome se preciso fosse para que estudássemos. Não precisou chegar a tal extremo, mas dedicou sua vida a ver-nos formados. Imagino a sua alegria quando eu e depois meu irmão nos formamos em direito e economia, respectivamente.

Em 1991, quando eu já tinha 15 anos, meus pais resolveram mudar para o Mato Grosso, tentando melhorar a nossa vida, que realmente estava difícil. Mudamo-nos para Sorriso/MT, uma cidade que ainda principiava à época.

Meus pais foram trabalhar em uma fazenda (como empregados) e eu fiquei na cidade, morando de favor na casa do meu avô, para trabalhar e estudar.

Como não sabia fazer outra coisa na vida a não ser trabalho braçal, fui trabalhar na construção civil como servente de pedreiro. Trabalhei em uma construtora que estava construindo o Fórum e a Praça da Cidade. Depois aprendi a trabalhar como pedreiro e trabalhei com meu pai nessa atividade até a véspera da faculdade. Trabalhava de dia e estudava a noite. Por vezes dormia na sala de aula, pois o corpo estava cansado.

Em Sorriso estudei nas escolas 13 de Maio, Mário Spinelli e Centro Educacional São José, onde terminei o segundo grau e conheci a professora e diretora Sirlei Brandão. Logo nos primeiros dias ela falou: você precisa conhecer meu irmão Eloi. Acredito que ela reconheceu dois chatos e resolveu unir-nos.

Um dia conheci o Eloi Brandão, somos amigos até hoje, emprestou-me livros e incentivou-me a estudar sempre. Ser-lhe-ei eternamente grato pela amizade sincera e pelo apoio e incentivo aos estudos. Fiz o muro da casa do Eloi, como pedreiro. Até hoje a Ana, sua esposa e advogada, lembra que me conheceu trabalhando na construção civil.

Eu sempre quis estudar, não só para melhorar de vida, mas especialmente para ser uma pessoa melhor. Tive o privilégio de conhecer e conviver com pessoas que eram melhores do que eu, mais inteligentes, que me ajudaram a evoluir. O Eloi é uma dessas pessoas.

Terminei o segundo grau em 1995. Queria estudar, mas não tinha dinheiro e não sabia para onde ir. Assim, em 1996 trabalhei para juntar dinheiro, na esperança de que alguma porta se abrisse.

Aqui eu quero registrar um mantra que me segue por toda a vida: “QUANDO VOCÊ QUER MUITO ALGUMA COISA, O UNIVERSO TODO CONSPIRA A SEU FAVOR”. E foi isso mesmo, o universo resolveu dar uma ajudinha. Conhecia um farmacêutico bioquímico, Dr. Evandro Ribeiro, que me estendeu a mão.

Ele havia se formado em Ouro Preto, Minas Gerais, e mantinha contato com a república estudantil onde morou. Conseguiu um lugar para eu ficar com preço baixo, onde eu poderia fazer cursinho, pois naquela época pobre ou passava na Federal ou não formava. Não existia a menor possibilidade de ser aprovado em uma particular e financiar o curso. Os financiamentos eram poucos e destinavam-se a quem comprovasse certa renda, o que eu, obviamente, não tinha, ou seja, era Federal ou nada.

No mês de fevereiro de 1997, em pleno carnaval, parti de Sorisso/MT com destino a Ouro Preto/MG, levando três malas: uma de livros e duas com roupas, mas levava mais que isso, tinha uma esperança inabalável de que conseguiria realizar meu sonho.

Saí de casa e deixei meus pais chorando. Hoje entendo exatamente o sentimento deles. Criaram-me para que eu conquistasse o mundo e eu estava caminhando, mas só quem tem um filho sabe a dor e a dureza de uma despedida. Eles sabiam que eu não voltaria.

E lá fui eu morar em Ouro Preto e fazer cursinho em Mariana. Fiz 04 vestibulares entre junho de 1997 e agosto de 1998. Não passei em nenhum. O dinheiro acabou; já estava voltando para casa, mas o dono do cursinho não deixou. Ganhei bolsa integral. Além disso, ele pagava o aluguel da república onde eu morava. Isso entre outubro e dezembro de 1998.

Fiz as provas em dezembro de 1998 e fui para casa. Enquanto esperava os resultados fui trabalhar na construção civil com meu pai. A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) costumava divulgar o resultado do vestibular no domingo, afixando-o na parede da coordenação de vestibular. Na segunda-feira o jornal A Gazeta trazia o resultado.

Lembro até hoje que em uma segunda-feira chegamos em casa para o almoço e o Rui (antigo colega de escola) havia deixado um exemplar do jornal com os aprovados da UFMT. Meu nominho estava lá, aprovado no vestibular de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso, um dos cursos mais concorridos, com mais de trinta candidatos por vaga. Chorei feito criança. Alegria insana ter ingressado em um curso tão concorrido.

Ingressei na Universidade e fui bater à porta da Coordenadoria de Assistência Estudantil. Com dois meses de faculdade consegui uma bolsa moradia na Casa do Estudante Universitário. A bolsa era muito boa, pois além de moradia gratuita, garantia bolsa alimentação, ou seja, tickets para almoçar e jantar no Restaurante Universitário. Com casa e comida eu me formaria em direito.

Estudei bastante na faculdade. Logo no primeiro ano o professor Alexandre Tavoloni conseguiu um estágio gratuito para mim na Procuradoria-Geral do Estado. Comecei a trabalhar de graça e em menos de um mês dois procuradores (Carlos Bianchi e Gerson Valério Pouso) chamaram-me e pediram para eu trabalhar só com eles. Cada um me pagaria meio salário. A vida estava cada vez melhor, fazendo o curso que eu queria, com casa e comida e com um salário mínimo para pagar as outras despesas.

Depois, passei por um escritório de advocacia e no terceiro ano de faculdade ingressei no Ministério Público Federal como estagiário.

Fiz várias provas de estágio e passei em todas, ainda que não fosse nas primeiras colocações. No quinto ano de faculdade já estava escolhendo onde estagiar, de tal maneira que no quinto ano de faculdade eu fazia estágio no MPF de manhã e no TRT à tarde.

Aproveitei a Universidade e fui universitário de verdade, convivi com pessoas de todos os cursos, tornando-me um cidadão melhor. Participei do movimento estudantil e orgulho-me muito de ter lutado para melhorar o ensino e garantir a todos o acesso ao ensino superior.

A vida nos ensina muito, basta ter vontade de aprender. Assim, eu, que era uma criança tímida e introspectiva, tornei-me uma pessoa bem comunicativa, com boa capacidade de interlocução. Nesse contexto, logo que ingressei na Casa do Estudante alguns colegas incentivaram-me a ser candidato a presidente da Casa do Estudante, aceitei o desafiou, pedi votos dos moradores, inclusive de uma mulher negra linda (Rita), com um sorriso encantador. Tornamo-nos amigos e ganhamos a eleição.

Em janeiro de 2002, quando eu já estava no quarto ano de faculdade, a minha amiga Rita tornou-se namorada e depois esposa. Estamos juntos até hoje e espero que continuemos assim para sempre. Eu jamais encontraria alguém mais leal, companheira, honesta, dedicada e amorosa do que a minha adorável esposa. A minha vitória é também a vitória dela, que sacrificou sua carreira e aspirações pessoais para ser meu esteio nesta longa jornada rumo à aprovação na Magistratura.

Mas a vida tem surpresas, o amor normalmente gera frutos, e em 2003 fomos surpreendidos e agraciados com uma gravidez. Um grande choque, ambos na reta final da faculdade, sem dinheiro e com um filho para criar.

Fizemos o que tinha que ser feito e o que sempre fizemos durante as nossas vidas, encaramos as dificuldades e seguimos em frente. Aluguei uma kitnet com dois cômodos e nos mudamos para lá, um professor da Rita (Chico) doou a cama, o Gilmar, meu colega de turma, doou o berço e um jogo de panelas, a minha turma de faculdade fez um chá de bebe. Os colegas de trabalho do TRT e do MPF conseguiram muitas fraldas, que duraram quase um ano. A Kátia, minha colega no MPF, além de organizar a coleta de fraldas, juntou dinheiro com os colegas e deu-me para eu custear as despesas do parto.

No dia 16 de fevereiro de 2004 nasceu Mariana, meu anjinho, minha vida, um doce de menina. Eu tenho certeza desde o primeiro dia que eu continuarei me realizando com as vitórias dela. Ela é muito melhor do que eu.

Quarenta dias depois do nascimento da Mariana formei-me em direito, uma alegria indescritível, especialmente por poder ver nos olhos dos meus pais a satisfação de que os seus esforços valeram à pena. Na aula da saudade o professor Paulo Cosme declamou um poema, eu guardei apenas uma parte dele que diz o seguinte: “QUEM TEM UMA LUZ À SUA FRENTE NÃO SE PERTURBA COM O QUE OCORRE NAS SOMBRAS”.

Nos momentos mais difíceis, nos dias de aflição em que a escuridão parecia eterna, quando a vontade de desistir parecia maior que o ânimo para estudar, lembrei-me por várias vezes desta frase e busquei seguir a minha luz.

Formado, fui aprovado logo em seguida no primeiro exame de ordem da OAB que prestei. Tudo perfeito, mas tudo apertado, trabalhei em dois escritórios de advocacia, mas o salário era pouco e mal dava para pagar o aluguel, comida, etc.

No mês de outubro de 2004, o Dr. Michell Lotfi Rocha da Silva, que eu conhecera quando estagiei no MPF (ele era servidor do MPF), foi aprovado no concurso da Magistratura de Mato Grosso e convidou-me para ser seu assessor. Fui para Juina/MT e trabalhei com ele por mais de um ano (de novembro de 2004 até o inicio de 2006). Foi uma grande experiência pessoal e profissional, aprendi muito. Sou grato ao Dr. Michell pelos ensinamentos e pelo incentivo para que eu prestasse concurso para a Magistratura.

Foi em 2005 que eu comprei meu primeiro computador. A monografia para conclusão do curso de direito, que tratava da inversão do ônus da prova nas relações de consumo, eu fiz em um computador emprestado no final do ano de 2003.

No início de 2006 eu resolvi realizar o meu sonho de infância e advogar. Instalei-me em Colniza/MT, cidade distante aproximadamente 1.200 KM de Cuiabá onde até hoje o acesso é feito por mais de 300 KM de estrada de terra, que nos meses de dezembro a abril ficam praticamente intransitáveis devido às torrenciais chuvas amazônicas que caem impiedosamente naquela região.

Novamente, fiz o que sempre fizera na vida, arrisquei-me com a cara e a coragem. Tinha só o computador. Comprei a impressora parcelada. Fui a um marceneiro e pedi para fazer a mesa e o armário parcelados. Comecei a advogar em março de 2006, muito empolgado e feliz. O começo foi promissor, no final de 2006 consegui dar uma entrada de R$ 10.000,00 e financiar o restante em 48 vezes de um Automóvel Fiat Uno e no começo de 2007 comprei uma casa modesta, mas uma boa casa.

Em meados de 2007 eu percebi que algo me faltava, não estava me realizando plenamente, a advocacia oscila muito, do ponto de vista financeiro, e saber o direito, que já é difícil, é apenas um detalhe nesta nobre profissão. É preciso administrar o escritório, ter planejamento estratégico, cobrar os clientes, que às vezes se esquecem do advogado, ou seja, percebi que, apesar de ter acertado na escolha do curso, não me realizaria plenamente na advocacia.

No final de 2007 resolvi prestar concurso público e entrei 2008 firme no propósito de estudar para concurso. A escolha da carreira não foi difícil. Disse para minha eterna companheira Rita: “Se é para fazer concurso, quero ser juiz de direito”.

Logo no começo de 2008, em um jornal da OAB que chegou ao escritório, havia uma propaganda do Curso FMB – Flávio Monteiro de Barros – cursinho para concurso por DVD. Comprei e comecei a assistir às aulas. Minha esposa diz que as aulas eram chatas, mas eu estava com tanta vontade de estudar que se fossem em latim eu traduziria, acreditem.

Aqui eu quero registrar o meu agradecimento ao professor Flávio Monteiro de Barros: A sua palestra inaugural – em DVD – sobre a forma de estudar e sobre a necessidade de anotar tudo das aulas foi um ensinamento valioso. Anotação e repetição exaustiva. Essa formula é infalível. REPETIÇÃO. Esse é o segredo para passar em concurso. Existem vários cursinhos para concurso, alguns mais famosos, talvez até melhores que o curso FMB, mas para mim ele foi muito útil e o melhor.

O professor Flávio Monteiro costuma, no final das aulas, passar palavras de incentivo e motivação. Foi em uma aula sua que anotei a frase que minha esposa postou no Facebook quando fui aprovado, é a seguinte; “VENCER É TER CORAGEM DE, NO MEIO DO NADA, ACREDITAR QUE PODE TUDO E FAZER ACONTECER”.

Só que 2008, apesar de eu estar com muita vontade de estudar, não rendeu muito. A Rita, que é formada em Geologia, fez um teste em uma grande empresa de mineração; foi aprovada e chamada para fazer uma especialização em Marabá, no Pará. Curso de três meses, devidamente remunerado, uma grande oportunidade. A Rita foi fazer o curso e eu fiquei com a Mariana (com 04 anos de idade). Cuidava da minha filhota, advogava e tentava estudar, com o tempo que sobrava.

Em outubro de 2008, a Rita terminou o curso e foi chamada para trabalhar no Pará, em uma das maiores mineradoras do Mundo, mas o Luis Eduardo já havia entrado nas nossas vidas e mudado o rumo das coisas novamente. Ao invés de mudarmos para o Pará, continuamos no Mato Grosso, porque o nosso segundo filho estava a caminho. Luis Eduardo nasceu em 14 de janeiro de 2009. É uma figura o meu filho. Solta cada pérola. Um dia ele pediu para comprar pizza, que ele adora, eu falei que sim e ele “esse é o meu garoto”, uma graça.

No final de 2008 decidimos sair de Colniza/MT, pois a cidade é distante de tudo, o acesso é difícil e para prestar concurso não dá para ficar em uma cidade em que você leva mais de um dia para chegar a Cuiabá. Assim, no começo de junho de 2009 nos mudamos para Juscimeira/MT, uma pequena cidade a 150 KM de Cuiabá. Reduzi o tamanho do escritório, advogo até hoje em uma pequena sala, sem secretária, tudo para reduzir os gastos e permitir que eu estudasse com afinco.

Nesse período eu percebi que apesar de ter me esforçado em 2008 o meu rendimento foi pequeno, pois não tinha assistido nem a 1/3 das aulas do Curso FMB. Assim, como já circulavam notícias sobre concursos a serem realizados no Mato Grosso, assisti todas as aulas de penal geral. Constitucional e administrativo completo. Civil assisti às aulas de obrigações, contratos, responsabilidade civil, família e o começo de sucessões. Processo civil assisti a todas as aulas do processo de conhecimento.

No mês de setembro, mais ou menos, começaram a sair os editais e eu percebi que não dava mais tempo para assistir e anotar todas as aulas, pois não conseguiria ter todo o material a tempo das provas que se avizinhavam. Desde o primeiro dia estudei para ser Juiz, mas sou pai de família, com minhas responsabilidades. Assim, sempre apliquei o seguinte método: só viajava para fazer concurso da Magistratura. No Mato Grosso eu fazia quase todos, pois caso aprovado teria estabilidade financeira e continuaria estudando.

Nessa toada, no final de 2009 prestei concurso para Defensor, Delegado e Juiz de Direito em Mato Grosso. O primeiro foi Defensoria e eu fiquei por três questões na primeira fase. Alegria e decepção juntas, pois estava no caminho certo, mas fui reprovado. Um mês depois era a primeira fase da Magistratura, estudei eleitoral pela primeira vez na vida, venci o edital, mesmo lendo obras resumidas. Fui fazer a prova animado, mas também muito nervoso.A prova foi muito difícil, puxada mesmo, mas isso baixou a nota de corte, que ficou em 62 pontos.

Lembro exatamente que no dia do resultado estávamos nos deslocando para Cuiabá eu e minha família, paramos várias vezes na estrada para tentar acessar o site do TJMT e ver se o resultado havia sido divulgado, em vão.

Chegamos a Cuiabá e eu fui direto à Livraria Janina do Shopping para ver o resultado já divulgado: fiz 65 pontos, uma alegria indescritível. Meu primeiro concurso para Magistratura e eu estava na segunda fase. Passei o final do ano de 2009 para 2010 estudando. Fiz a segunda fase e passei (só a dissertativa), meu Deus tudo parecia perfeito, o que eu lia caía na prova, parecia um sonho.

O concurso do TJMT foi suspenso pelo CNJ logo após a segunda fase e em seguida saiu o edital do TJMS, fiz minha inscrição e voltei para os estudos da primeira fase. Percebi que era preciso ler lei seca (não sabia disso), pois errei várias questões do TJMT que cobravam apenas o texto de lei. Fiz TJMS e acrescentando a leitura da lei seca aos meus estudos tive um salto de 10 pontos na minha nota. Fiz 75 pontos e fui para a segunda fase de novo. Nova aprovação na dissertativa.

O CNJ liberou o prosseguimento do concurso do TJMT, de tal forma que em setembro e outubro de 2010 eu estava na fase de sentenças do TJMS e TJMT. Fiz primeiro aquele e depois este. O resultado do TJMS saiu primeiro e eu reprovei nas duas sentenças. Fiquei tranquilo, pois acreditava que no Mato Grosso tudo daria certo.

Parece coisa de torturador, mas o TJMT divulgou separadas as notas das sentenças. Primeiro a sentença Cível, no final de 2010, consegui 9,25, alegria imensa, estava dando tudo certo, era o meu concurso. Em março de 2011 saiu o resultado da sentença Penal, nota 05, fui reprovado, um choque, só consegui chorar de tristeza no dia seguinte, tudo estava tão próximo e ficou tão distante, parecia a maior desilusão da minha vida, mal sabia o que ainda estava por vir.

Como o concurso do TJMT foi avançando aos poucos, todos fomos criando expectativas de como seria a aprovação. Minha filha já estava pensando em como seria sua escola em Cuiabá no período do curso de formação, que duraria quatro meses.

No dia que saiu o resultado da sentença penal com a minha reprovação, sentei para estudar de novo. Minha filha veio conversar comigo sobre o que eu iria fazer. A desilusão, o desespero, a desesperança que eu vi nos olhos da minha filha aumentaram ainda mais a minha dor, tornando a derrota ainda mais dura e amarga. Mas disse a ela que continuaria a estudar e que conseguiríamos vencer este desafio também.

Em janeiro de 2011 nasceu Ana Carolina, a espoleta, minha filha mais nova, uma graça a minha pequena. Riso fácil, debochada, ciumenta, altamente competitiva, é um doce a minha filha. Aliás, meus filhos são um encanto. Em 2011 ainda fui para a segunda fase do MPMS, na qual reprovei na discursiva.

No dia 10/11/2011 eu estava a caminho de Cuiabá com esposa e filhos, no começo da viagem meu pai ligou falando que minha mãe sofrera um AVC (popular derrame) e estava no hospital. A distância entre Juscimeira/MT e Sorriso/MT é de aproximadamente 580 KM, voltei até Juscimeira, pegamos algumas roupas e nos deslocamos até Sorriso, onde chegamos no final da tarde.

Já chegamos com o velório em andamento. A morte da minha mãe foi uma tragédia. Ela sempre foi a nossa incentivadora para que estudássemos e nos deixou tão cedo, com apenas 58 anos. O meu maior sonho ao estudar para melhorar de vida era poder dar a ela um bom plano de saúde. Não deu tempo. Essa foi a maior desilusão que eu tive na vida. Sempre enfrentei as adversidades com perseverança, mas aqui acho que a vida foi desleal comigo, bateu sem piedade no ponto mais fraco, tirou-me o chão e não havia nada que eu pudesse fazer.

Algumas pancadas da vida são muito duras, naturalmente você sai diferente delas, mais forte ou mais fraco, mas nunca igual. Nunca vou superar a morte prematura da minha mãe, apenas aprendi a conviver com a perda e segui em frente, pois sei que é exatamente isso que ela sempre quis, que nós seguíssemos, ainda que a saudade seja eterna.

Em 2012 fui para a segunda fase do TJBA e TJGO. Na Bahia reprovei por oito centésimos na discursiva, menos de um décimo, fiz 5,92. Reprovei também da discursiva do TJGO, cuja prova foi no inicio de 2013. No meio de 2013 fui reprovado novamente na segunda fase do MPMS.

No final de 2013 tivemos uma conversa muito séria eu e a Rita. Eu já estava cansado de estudar e ela não aguentava mais esperar. Ela sugeriu mudarmos para Cuiabá para ela retomar a carreira e eu continuaria a trabalhar e estudar.

A vida, sempre ela, resolveu mudar algumas coisas. Saíram editais para concurso da Magistratura e Cartório de Mato Grosso e para procurador do município de Cuiabá. Assim, a mudança esperou um pouco mais.

Apliquei o método de sempre, em casa eu faço todos os concursos. Fui aprovado na primeira fase dos três. Reprovei na segunda fase de procurador. Estou na fase oral de Cartório, mas não vou fazer a prova, pelas razões que logo saberão.

Fiz a segunda fase do TJMT, tudo junto, discursiva e as duas sentenças. Não gostei da minha prova discursiva, mas não restava alternativa a não ser esperar o resultado, que foi novamente negativo, mas esta reprovação eu sequer lamentei porque veio junto com uma alegria sem igual, que é abaixo relatada.


TJPR - A REALIZAÇÃO PLENA



O TJPR sempre foi um sonho. Se eu elaborasse uma lista dos cinco melhores estados para ser Juiz Estadual o Paraná estaria entre eles. O estado não é muito grande, o interior é bem estruturado, tem ótimas escolas e faculdades, enfim, é um excelente estado para se viver e se criar os filhos.

Eu fiz TJPR em 2011, 2012 e 2013 e sempre reprovei na primeira fase, alguma coisa sempre dava errado, as anulações me prejudicavam, fiquei por um ponto, enfim, minha fé foi testada e eu cheguei a jurar que não faria mais TJPR, pois a Magistratura do Paraná parecia que não era feita para mim.

Após fazer a segunda fase do TJMT estava inscrito para a primeira fase do TJCE. Mas como eu não tinha comprado as passagens aéreas com antecedência, por falta de dinheiro, não pude fazer o TJCE, paciência.

No último dia de inscrição do TJPR 2014 liguei para a minha amiga concurseira Ângela Lima, que mora no Paraná. Ela foi logo perguntando se eu já tinha feito a inscrição e eu respondi que não, pois não iria fazer TJPR de novo, as coisas sempre davam errado para mim lá. Ela falou: "deixa de ser tonto e vem fazer a prova". Fiz a inscrição e imprimi o boleto. Antes de pagar vi que as passagens aéreas para Curitiba estavam em promoção. Comprei as passagens e paguei a inscrição nos últimos minutos do último dia.

Esse concurso de 2014 foi puxado desde a primeira fase. A nota de corte foi 66, fiz 69 pontos e fui fazer a minha décima segunda fase. Porém, antes de fazer a prova era preciso ter dinheiro para viajar. Eu viajei no sábado, e só consegui dinheiro na quinta-feira à noite.

A segunda fase do TJPR 2014 foi nos dias 03, 04 e 05 de agosto de 2014, domingo, segunda e terça-feira. Cheguei no sábado e a tarde fui fazer o curso intensivo do Samer sobre sentença, onde recebi dicas e lições preciosas, especialmente sobre a sentença penal, meu calcanhar de Aquiles.

A prova discursiva foi muito difícil, 13 (treze) questões, com vários itens, o verdadeiro divisor de águas do concurso, mas o TJPR 2014 efetivamente era o meu concurso e mesmo nos momentos de dúvida eu tomei o caminho correto.

No final das provas, conversando com outros candidatos, chegamos à conclusão de que poucos seriam reprovados nas sentenças. O grande filtro seria a prova discursiva. E foi mesmo. Mais de 300 candidatos na segunda fase e apenas 35 aprovados, eu entre eles. Com os recursos mais candidatos avançaram, chegando 50 sobreviventes na prova oral.

Quero registrar aqui a emoção do resultado, que recebi sempre da mesma pessoa, a adorável amiga Ângela Lima. No dia do resultado da prova discursiva ela me ligou avisando que eu havia sido aprovado, mesmo reprovando, tinha uma alegria incontida com o meu sucesso, uma grande pessoa a Ângela.

Alegria imensa em saber que minhas sentenças seriam corrigidas, especialmente porque fiz duas sentenças boas e tinha chances reais de fazer a minha primeira prova oral.

O resultado das sentenças seguiu o mesmo roteiro, ligação da Ângela, aprovação e minha primeira prova oral. Foi impossível conter a emoção no dia e é difícil segurar as lágrimas agora.

Finalmente eu conseguia chegar a uma prova oral, uma grande alegria, grande responsabilidade, enorme aflição. Acredito realmente que eventual reprovação seria um trauma difícil de superar, pois estávamos todos no limite.

Fiz todos os malabarismos financeiros possíveis para me dedicar ao estudo da prova oral. Vendi meu carro com poucos quilômetros rodados, para sobrar um pouco de dinheiro e dedicar-me exclusivamente ao estudo da prova oral. Tomei dinheiro emprestado com meu pai, fiz tudo o que era possível para estudar e chegar bem na prova oral.

Fiz o curso especifico para prova oral do professor Acácio Garcia, onde recebi lições preciosas sobre postura e relacionamento com a banca. Fui eu que garanti a vinda do curso para Cuiabá. Como eu precisava fazer o curso e viajar para outros estados elevava o custo, liguei para o curso e indaguei se havia possibilidade de o realizarem em Cuiabá. O Daniel, filho do Professor Acácio, disse que há algum tempo tentavam organizar um curso em Cuiabá, mas nunca conseguiam por falta de alunos. Reservei a data e chamei alguns colegas para fazer o curso, que saiu em Cuiabá.


A PROVA ORAL


Eu estava nervoso, ansioso e emocionado de estar na prova oral do TJPR, um feito extraordinário. Era a grande oportunidade da minha vida e eu não podia desperdiçá-la.

No dia 17/11/2014 compareci à sessão em que foi sorteada a ordem de arguição dos candidatos. A prova oral teve início no dia 18/11 e eu seria arguido no dia 25/11/2014.

Conhecia o Márcio Trindade, que foi argüido no primeiro dia, procurei-o e ofereci ajuda, caso necessitasse. O Márcio anotou o meu telefone e disse que se precisasse ligaria. Não recebi nenhuma ligação e no dia 18/11 compareci ao plenário para assistir algumas arguições. O Márcio foi o segundo e saiu-se muito bem. Após a prova ele me ligou e agradeceu a disponibilidade. Disse a ele que podia comemorar, pois estava aprovado. Será um grande juiz o meu amigo.

Nesse momento quem foi surpreendido fui eu. O Márcio disse: “Amigo, agora é a minha vez de te ajudar, quando você sortear os seus pontos me liga que estarei à sua disposição”. Vejam só, eu quis ajudar e estava recebendo de volta toda a solidariedade que ofereci aos outros. Fazer o bem sem esperar nada em troca ainda vale a pena e a vida estava novamente colocando pessoas extraordinárias no meu caminho.


AS 24 HORAS MAIS INTENSAS DA HISTÓRIA



No dia 24/11/2014 compareci à sessão para sortear os meus pontos da prova oral. Sorteio realizado, liguei para Ângela Lima, Marcela, Mauricio Hoette e para o Márcio. Todos me ajudaram muito. Especialmente o Mauricio, que já estava treinando prova oral comigo e me ajudou em penal, processo penal, entre outras. O Márcio novamente surpreendeu-me. Como ele tem facilidade em direito público, estudou constitucional, administrativo e tributário para mim. Quando eu estava cansado de estudar liguei para o Márcio e ele ficou falando a matéria para mim. Alcancei três notas altas nestas matérias e devo muito à solidariedade do meu Amigo Marcio. O mesmo aconteceu com o Mauricio. Enfim, todos os colegas foram muito solidários.

Estudei feito um louco nas 24 horas que antecederam a prova oral. Estudei das 09:00 horas da manhã até 00:30 da madrugada. Tentei dormir, mas às duas horas da madrugada estava sentado na cama do quarto estudando processo civil. Estudei até as quatro horas da madrugada. Tentei dormir mais uma hora e às cinco horas desisti e voltei a estudar. É impressionante como a adrenalina não nos deixa relaxar e o sono simplesmente desaparece.

Compareci ao TJPR às 08:00 horas e fiquei aguardando o momento da minha arguição. A minha prova oral teve inicio por volta das 14:30 horas do dia 25/11.

O presidente da Banca Desembargador Fernando Paulino da Silva Wolff Filho iniciou a prova assim. “Doutor, a Banca quer conhecê-lo. O Senhor poderia se apresentar?”

Contei, em aproximadamente três minutos, um pouco da minha história que está relatada acima e do meu sonho de ser juiz de direito. Na gravação percebe-se claramente que a voz está embargada, pois eu realmente estava emocionado. Uma colega que estava no plenário disse que eu chamei a atenção da banca. É possível, afinal não é todo dia que alguém que já trabalhou na construção civil como operário, com 38 anos de idade e três filhos chega à prova oral de um dos maiores e mais relevantes Tribunais do país.

No final da minha apresentação o Presidente da Banca brindou-me com a seguinte frase: “Nós esperamos que o seu sonho se realize, doutor, e que o Senhor seja bem-vindo ao estado do Paraná.”

A prova oral é, antes de mais nada, a realização de um sonho. Todos que estudam para concurso almejam chegar à fase oral e ser aprovado. Assim, na prova oral o fundamental é dialogar com a banca, com humildade e respeito, demonstrando não só conhecimento jurídico, mas postura e comportamento de quem quer ser juiz.

Apesar de nervoso, consegui responder satisfatoriamente aos questionamentos de civil, processo civil, penal e processo penal. Quando cheguei em direito constitucional o examinador indagou-me sobre imunidades parlamentares. Respirei fundo, tomei um gole d’água e falei tudo o que sabia sobre a matéria. A partir desse momento eu consegui estabilizar a adrenalina e desenvolvi a prova com mais segurança. No final, a angústia pelo resultado, mas uma sensação única de que seria aprovado.

No dia seguinte, 26/11/2014, retornei ao Mato Grosso. Chegando à Cuiabá por volta das 11:30 horas da manhã, segui para Juscimeira/MT, onde cheguei às 15:00 horas. O resultado saiu às 17:00 horas do horário de Mato Grosso (18:00 horas do horário do Paraná). Primeiro a Ângela me ligou, depois a Marcela enviou uma mensagem (passamos). Não restavam dúvidas, estava aprovado, com uma boa nota, inclusive.

A família estava toda no carro. Comecei a chorar. Minha esposa também não conteve as lágrimas. Minha filha não sabia que eu tinha feito prova oral. Depois da decepção do Mato Grosso, não quis que ela passasse pela angústia de cada prova. Rita disse: “conta para sua filha”. Olhei para Mariana e disse: “filha o papai passou”. Choramos muito.

Alegria e emoção indescritíveis. Quando você conquista algo que lhe parecia impossível, a emoção é muito maior. Foram mais de 20 primeiras fases. Na décima segunda fase alcancei a prova oral e fui aprovado no concurso dos meus sonhos. Não existe outro sentimento a não ser felicidade, em sua forma mais pura e genuína.

Herdei da minha mãe o gosto pela música. Assim que saiu o resultado da prova oral parei para ouvir, uma vez mais, a música que acalentou meu sonho por tantos anos. A versão em português é do insuperável Chico Buarque e a interpretação é de Maria Bethânia – SONHO IMPOSSÍVEL:

Sonhar mais um sonho impossível
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite provável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar este mundo, cravar este chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu
Delirar e morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão.

Nesse momento tornam-se atuais as eternas palavras do filósofo Friederich Nietzsche, em seu livro “Assim Falou Zaratustra”:

“Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida. Ninguém, exceto tu, só tu. Existem, por certo, atalhos sem-números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias. Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar. Onde leva? Não perguntes, segue-o!".


No dia 03 de agosto de 2015, no mês do meu aniversário, é a minha posse no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Não farei esforço para segurar as lágrimas, que certamente virão.

Essa é a minha história. Eu sou SIDNEI DAL MORO. O sdmconcurseiro do correioweb, o SDM do Fórum do MOCAM. Faz muito tempo que eu venho gestando este texto, que sai agora, com a alma leve. O filho de agricultores formou-se em direito e foi advogado. O servente de pedreiro virou juiz.

Se você que lê este texto quer prestar concurso público, ou de um modo geral melhorar e crescer na vida, estude com afinco, seja perseverante, tenha fé nos seus ideais, seja honesto com você e com os outros, afaste-se das pessoas invejosas e negativas e, o mais importante, sonhe sempre, de olhos bem abertos, trabalhando todos os dias para realizar o seu sonho. “A diferença entre sonho e realidade é a medida certa de tempo e trabalho.”


AGRADECIMENTOS 


Agradeço a Deus. Efetivamente não sei se existe vida após a morte e se há céu e inferno. Mas não há dúvida de que existem energias positivas e negativas no universo. Deus é a energia boa, a positiva, então sempre me apeguei a ele.

MEUS PAIS. Eu não cheguei aqui sozinho. O esforço dos meus pais foi compensado pela minha vitória. Meu pai Orestes Dal Moro é um exemplo de homem trabalhador e honesto. Se eu tiver na Magistratura a dignidade do meu pai serei um excelente juiz. Minha mãe Natalina Dal Moro. Exemplo de mulher. Minha heroína. A sua devoção à família e o incentivo aos estudos serão a minha eterna fonte de inspiração. Se eu tiver a fé, a perseverança e a alegria da minha mãe, não sucumbirei a nenhuma dificuldade que a carreira apresentar.

Minha esposa Rita. Amor da minha vida. Mulher maravilhosa, leal, companheira, encarou e suportou todas as dificuldades comigo. Sacrificou sua carreira profissional para que construíssemos uma bela família juntos. A bondade e a capacidade de se comover com a dor e o sofrimento alheio é uma característica que torna a minha esposa ainda mais bela.

Meus filhos. Meus anjos, meus amores: Mariana, Luis Eduardo e Ana Carolina. Nos momentos mais difíceis, quando a escuridão parecia eterna e eu não via nenhuma luz, quando a vontade de desistir foi grande, foram vocês que me fizeram continuar. Por vezes privei-os da minha companhia. Foi um sacrifício pesado e difícil para vocês e para mim também. Mas cumpri a minha travessia e vocês terão uma vida melhor que a maioria das crianças e adolescentes brasileiros, aproveitem e estudem. O papai ama vocês.

Meu amigo Eloi Brandão. Emprestou-me livros e incentivou-me a estudar. A sua amizade e o seu caráter me acompanharão por toda a jornada.

Meus professores. Todos eles. Desde a primeira série até os que me ajudaram na fase oral. Sou grato por tudo que fizeram por mim. Muito obrigado.

Agradeço aos juízes com quem convivi e que de alguma forma contribuíram para que eu me apaixonasse pela Magistratura. Em especial agradeço ao Dr. Michell Lotfi Rocha da Silva, juiz capacitado, digno e honesto, que me incentivou a prestar concurso. Sou-lhes grato.

Por fim, agradeço ao Dr. Mauricio, que me ajudou na preparação para a prova oral, realizando vários simulados comigo, ficando disponível nas vinte e quatro horas mais intensas da história. A solidariedade é algo verdadeiramente engrandecedor.

MÉTODO DE ESTUDO


Aqui vale a máxima de uma propaganda famosa: “Existem mil maneiras de estudar, invente uma”, rsrs.

É isso mesmo. Estudar é algo tão pessoal que não existe forma perfeita e mágica que se aplique a todos indistintamente, garantindo o sucesso.

Assim, nesse ponto, você que lê este texto deve descobrir como você estuda e memoriza melhor.

Mas há algo que se aplica a todos que passam. REPETIÇÃO. Estudar para concurso é repetir a matéria várias vezes, centenas de vezes se for necessário, até que você assimile a matéria, de tal forma que começa a repetir conceitos e regras automaticamente.

Outra regra importante é HUMILDADE. Humildade para estudar todos os dias em busca do sonho e para aprender, principalmente com quem está passando ou já passou. Eu sempre busquei saber o método que as pessoas estavam aplicando para estudar, inspirei-me em vários vencedores, segui seus métodos e conselhos e logrei a aprovação.

Para quem só estuda é uma coisa, se trabalha e estuda é outra. Quem puder fazer cursinho ajuda muito, especialmente porque dá disciplina, método e as anotações de aula são uma base excelente de estudo. Mas cursinho se faz uma vez só. Depois das aulas assistidas, é estudar o material até passar.

Assim, quem faz cursinho pode utilizar as anotações de aula como material básico de estudo, acrescentando à leitura das aulas a lei seca e informativos do STJ e STF. Nesse caso, a fórmula é caderno + lei seca + informativos + súmulas = aprovação na primeira fase. Aplicando esta fórmula e estudando com afinco, você começará a passar de fase.

Quando começar a atingir a segunda fase, poderá fazer um cursinho específico para sentença. Para a discursiva, além da leitura do material de que você já dispõe, o importante é dominar a jurisprudência dos tribunais superiores (STJ e STF). Logo, sem ler informativos não se passa em concurso.

Para quem não tem condições ou tempo de fazer cursinho o caminho é mais difícil, mas nem por isso impossível. Nesse caso, o candidato deverá substituir o caderno do cursinho por obras dedicadas a concursos. Nesse particular, os candidatos de vários concursos, ao chegarem à prova oral costumam fazer resumos ponto a ponto do edital. Este material costuma ser melhor que muitos livros. Há material excelente dos TRFs e dos Tribunais Estaduais. Procure entre colegas que você conseguirá este material.

Logo, para quem não faz cursinho é lei seca + informativos + súmulas + livros para concurso ou resumo ponto a ponto dos tribunais = aprovação.

Com relação ao estudo de jurisprudência, há vários sites que se dedicam ao estudo de informativos, fornecendo material gratuito aos estudantes. Destaco dois em especial: ESINF – Estudo de Informativos – e DIZER O DIREITO (atualmente leio mais o dizer o direito, que é sensacional).

Aplicando o método acima você não precisará de grandes doutrinas, até mesmo porque não dá tempo para assimilar grandes doutrinas. O objetivo é passar no concurso e não ser especialista. Especialização e mestrado você faz depois.

Observação importante. Ao avançar no estudo você naturalmente perceberá onde deverá aprofundar mais, onde estão suas fraquezas. Nesse ponto você pode até fazer um estudo aprofundado. Mas o fundamental é ter um material básico através do qual você fará revisão constante. O material básico vai sendo preenchido aos poucos com os estudos específicos que você fará. Lembro uma vez mais que estudar é algo pessoal, o importante não é o método aplicado, mas o resultado, ou seja, assimilação do conteúdo e aprovação. Mesmo assim, vou fazer minhas avaliações sobre as matérias.

CIVIL. Considero o Livro do Professor Flávio Tartuce excelente. Volume único. É claro que existem obras mais completas e densas, como a do Nelson Rosenvald. Mas não se estuda só civil para concurso e os informativos do STJ, devidamente comentados no Dizer o Direito, são importante fonte doutrinária. Ler o Código Civil inteiro é indispensável.

PROCESSO CIVIL. Processo você precisa saber. Tanto processo civil quanto processo penal tem que saber. Não dá para ser juiz, advogado, etc., sem saber processo. Assim, em algum momento da vida você deve estudar processo com profundidade. Deveria ter sido na faculdade e deve ser no seu dia a dia profissional. Logo, processo civil eu sempre li muito. Cito duas obras: Fredie Didier e Daniel Amorim Assumpção.

PENAL. Penal Geral. Cito três obras. Sinopses para concurso da editora juspodivm. Obra excelente. Você encontra até as teorias malucas nela. Criminologia verde. Velocidades do direito penal etc. Penal Geral: Andre Estefan e Penal Geral do Cleber Masson. Penal especial indico as sinopses da juspodivm e as sinopses da saraiva, além de muita jurisprudência (STJ e STF). Quando você chegar à fase de sentença fará grande diferença constar que o crime está consumado segundo a teoria adotada pelo STJ/STF.

PROCESSO PENAL. Processo é antes de mais nada procedimento (que é uma sequência de atos). O procedimento você aprende pelas sinopses da saraiva. Mas processo você precisa de obras densas. Indico o Eugênio Pacceli e o Renato Brasileiro, escolha um.

ADMINISTRATIVO. Usei como livro base o resumo de direito administrativo descomplicado do Vicente Paulo. Não esqueça de ler as leis, que são poucas. Se tiver dificuldade com administrativo leia uma obra mais densa.

CONSTITUCIONAL. É bom ler uma boa obra de constitucional. Não precisa ler tudo. O fundamental é saber teoria da constituição, princípios, interpretação e controle de constitucionalidade. Para o restante obras resumidas já são suficientes. Mas controle de constitucionalidade tem que saber muito. Acompanhar a jurisprudência do STF é indispensável. Leia a constituição toda, várias vezes. Na semana da primeira fase leia a constituição, senão toda pelo menos até o artigo 103. Tenha método para memorizar. Veja como funciona. Artigos 48, 49 e 51 da CF. O art. 51 trata da competência da Câmara, que é menor, primeiro assimile este. Depois o artigo 49, que trata do Senado. Sabendo os dois você já saberá o artigo 48 por exclusão. Da mesma forma os artigos 22 e 24 da CF. Primeiro você decorra o artigo 24; sabendo ele você acerta as questões do artigo 22 por exclusão.

TRIBUTÁRIO. Ricardo Alexandre ou Eduardo Sabbag. Pronto. Veja o que você gosta mais. Qualquer um dos dois é suficiente para concurso estadual. Dois bons autores. Leia o CTN e a CF na parte de tributário.

EMPRESARIAL. Usei o André Luiz Santa Cruz Ramos + lei seca.

CONSUMIDOR. Coleção leis especiais para concurso da juspodivm mais lei seca. Sempre no sábado antes da prova da primeira fase eu lia o CDC inteiro.

ECA. Coleção leis especiais para concurso da juspodivm + lei seca

AMBIENTAL. Coleção leis especiais para concurso da juspodivm + leis secas.

ELEITORAL. Sinopses para concurso da juspodivm – direito eleitoral.

Todavia, não importa o método que você aplicar, o importante é repetir e revisar constantemente a matéria. Sem repetição e revisão não se passa em concurso. Assim, só se podem ler os livrões se você conseguir revisar tudo na véspera da prova, ou seja, se você só estuda.

O importante no estudo para concurso é conhecer-se e observar como você assimila melhor a matéria e de que forma conseguirá repetir à exaustão o conteúdo. Você faz o estudo normal e quando sai o edital faz estudo focado para a primeira fase. No prazo de 60 dias é possível revisar todo o edital, incluindo a leitura de lei seca, se você aplicar o método acima exposto.

Mas todo método só é valido quando colocado em prática. Assim, quando estiver estudando para a primeira fase faça várias questões de primeira fase. Treine seu cérebro para resolver provas. Vai prestar concurso da FCC? Baixe várias provas da FCC e resolva. Aplique o mesmo método para CESPE, Vunesp, etc. Aqui você descobre se está estudando certo ou não. Acabou de estudar civil? Faça questões de civil. Se o desempenho não for bom, observe se a resposta estava no material e você ainda não assimilou, se faltou traquejo na prova ou se o conhecimento não estava disponível. Nos dois primeiros casos é só estudar mais; no segundo é preciso buscar outro material para adicionar conteúdo.

É isso. Estudar é anotar, assimilar, repetir, repetir, refletir, repetir e reproduzir. Isso durante o tempo que for necessário para ser aprovado, dure isso um ou cinco anos.

Para a segunda fase é importante saber muita jurisprudência do STJ e STF (por isso tem que ler informativos regularmente). Indico o estudo de informativos que o dizerodireito faz. Leia os comentários mais densos e na véspera de prova leia os resumos.

Ainda para a segunda fase é importante resolver questões de segunda fase já aplicadas em outros concursos. A questão pode até não ser repetida na íntegra, mas o conhecimento jurídico cobrado é o mesmo.

Para a fase de sentença é importante fazer um cursinho de sentença. Quem trabalha como assessor não precisa do curso de sentença. Mas quem não tem prática com a sentença precisa fazer um curso para adquirir técnica. O livro de sentença penal do Ricardo Schmit da juspodivm é excelente. Só não dá para aplicar as fórmulas matemáticas que ele criou para a dosimetria. Não dá tempo de fazer isso na prova. Então esqueça as fórmulas e estude a parte teórica.

A dosimetria da pena eu começo sempre coma pena base no mínimo legal, elevando em quantidade que mantenha números inteiros para as próximas fases. Veja como funciona: Imagine um roubo (artigo 157 do CP) com uma circunstância negativa, agravante da reincidência e causa de aumento do emprego de arma.

Primeira fase: Pena de 4 a 10 anos. Uma circunstância negativa: aumenta 1/8. Pena base de 4 anos e 6 meses de reclusão e 11 dias multa. Segunda fase: reincidência + 1/6 (a pena anterior é de 54 meses – 54/6= 9), ou seja, mais nove meses. Assim, na segunda fase, pena de 5 anos e três meses de reclusão e 12 dias multa. Na terceira fase: aumento pelo emprego de arma (aumenta no mínimo, ou seja, 1/3). A pena anterior de 5 anos e três meses são exatamente 63 meses, ou seja, aumenta 21 meses. Soma tudo: 5 anos + 3 meses + 21 meses = 7 anos de reclusão e 16 dias multa. Caso que se repete constantemente em concurso. Fazendo a dosimetria assim, você não se enrola na matemática e a dosimetria sai perfeita.

Na prova oral é bom fazer um curso especifico para a prova oral. Há vários no Brasil. Isso ajuda a treinar a oratória, a postura e o comportamento perante a banca. Na hora da prova você verá que isso faz toda a diferença Nesta caminhada sempre tentei manter a motivação alta, assistia alguns vídeos motivacionais no YouTube, dois em especial – Conquistando o impossível


e este outro

  

Aproveitem.

Grande abraço. Estudem muito e sejam felizes. O conhecimento é libertador. Eu revolucionei a minha vida estudando.




37 comentários:

  1. Grande Sidnei, grande SDM...tantos anos trilhando os caminhos das provas...as vezes nos encontrando nas escolas onde prestamos as provas, em restaurantes...mas sempre com um sorriso no rosto, mesmo quando o Internacional estava perdendo os jogos...rs...fico feliz de ver não só a tua aprovação mas a certeza que o estado do Paraná ganha mais do que um grande juiz, um gigantesco ser humano. Faça acontecer, pois predestinado você está. Um forte abraço deste velho amigo de estrada, Luciano (Oddie)

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  2. Parabéns, SDM. Fizemos prova juntos (2ª e 3ª) fases em 2010, no TJMS. Fiquei feliz por sua aprovação aqui no Paraná, especialmente porque seremos colegas no TJPR. Seja bem vindo.

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  3. Emocionante e inspiradora a sua história, Dr Sidnei. Estou no mesmo caminho e sonho com o dia da aprovação. Dentre todas as dificuldades, assim como o seu, creio que o meu dia chegará! Parabéns pela aprovação e uma carreira de muito sucesso (e mais felicidade). :)

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  4. SDM, uma das alegrias que temos nesta vida de concurseiros são as amizades que adquirimos, com pessoas especiais, de bom coração que encontramos pelo caminho e nos incentivam a continuar a longa caminhada, em meio algumas decepções e incertezas pelas estradas. Tenha a certeza que tenho a maior felicidade de ter conhecido você, assim como outros amigos nossos em comum, e tive a maior felicidade quando soube de sua aprovação ano passado. Com certeza o TJPR e a sociedade paranaense ganhou um excelente Juiz, pessoa maravilhosa de grande coração e elevado conhecimento humano e jurídico. Que orgulho de você! Que Deus derrame muitas bênçãos mais em sua vida e de sua família e sua esposa, claro, pois a Vitória de um marido com certeza é a Vitória de uma esposa. Que venham infinitas prosperidades e alegrias na vida de vocês nesta nova fase. Beijão Flavia

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  5. Parabéns Sidnei!
    Lembro-me de ter viajado no ano 2014 na poltrona ao lado da sua no avião. E durante a viagem você comentou sobre seus estudos e um amigo de estudo que era Juiz em Maracaju/MS.
    Sucesso cara, você nos serve de inspiração.

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  6. Sidnei, que história linda! Fiquei muito emocionada! Parabéns pela conquista. Muito obrigada pelas dicas de estudo. Sucesso na sua trajetória e muita luz!

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  7. Impossível conter as lágrimas diante de uma história de vida tão linda, ainda mais para alguém como eu que nutre um sonho secreto e, por vezes, distante de minha realidade. Mas hoje renovo minha esperança de também chegar lá. Deus abençoe sua carreira, SDM!

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  8. Sidnei. .. me emocionei muito lendo sua história. .. muito linda mesmo. Sou servidora do TJ MT há 14 anos e agora começo a luta por um novo cargo público. .. ler a sua história deu muito ânimo no meu sonho. Parabéns. ..

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  9. Querido SDM, que belíssima trajetoria! Terminei a leitura emocionado e certo de que, Deus não falha aos que correm atrás de seus sonhos!
    Que você seja muito feliz e que toda a luz e bênçãos de Deus estejam contigo!
    MUITO OBRIGADO por compartilhar tantas coisas bacanas!
    Grande abraço!!!

    Angelo Cruz Almeida de Sousa

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  10. Grande Sidnei - ou Sidão, pra mim!
    Trabalhei com ele em Juína e depois em Colniza.
    É merecedor demais. Sempre torci por vocês. E fiquei muuuuito feliz com a notícia.
    Beijos na Rita, na Má e nos outro dois que eu (ainda) não conheço.

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  11. Vale a pena ouvir historias de vida, reais, como esta. Que Deus continue lhe abençoando, ao Sr. Meritíssimo, com muito orgulho, a sua dedicada esposa e a toda a sua família!

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  12. Parabéns Sidnei. Que Deus continue abençoando sua vida e de toda a sua família. Aproveite este momento.
    Alessandre - Guarulhos/SP - "...Em fase de Preparação"""

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  13. Amigos. Muito obrigado pelas mensagens que muito me alegraram. O texto esta cumprindo seu papel de estimular as pessoas a estudares. Sucesso a todos. Um grande abraço e bons estudos.

    Ass. SDM. Abração

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  14. Parabénss Pangas!! Saudades amigo...Marcos Leal - João Monlevade.
    Marcelo Leal tbm manda um abraço, e quer muito falar com vc! abraço!!

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  15. Sidnei fiquei muito emocionado com o seu relato. Lembro de você na Republica em Mariana. Você só me chamava de caverna. Tentei muitas vezes te achar no face. Parabéns pela sua conquista você é um grande vencedor. Que DEUS te conceda a sabedoria de Salomão para julgar o povo com justiça.Depois vamos ver se conseguimos nos falar pelo face. Um grande abraço.

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  16. Parabéns, vc merece toda a felicidade! Que bom sabermos que o judiciário contará com um magistrado deste nível!
    Abraços

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  17. Parabéns, Sidnei!!! História emocionante, inspiradora e digna de um vencedor! Tenho certeza que a magistratura paranaense, e também a brasileira, ganham um grande juiz: sensibilidade, humildade, compromisso social e justiça marcaram e certamente continuarão marcando a sua História! Orgulho de ter sido sua contemporânea de UFMT e de tb ter lutado por uma universidade melhor. Parabéns tb a grande RITA! Grande abraço e que a História de vcs continue inspirando, motivando e animando muita gente! :)

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  18. Cara, chorei que nem uma criança lendo seu texto. Do começo ao fim ,tudo que li foi muito emocionante. Acabei de me formar em administração, embora eu não tenha conseguido entrar na faculdade em Direito pela nota, hoje estou feliz por estar cursando Direito . Sonho em ser PRF desde criança. Parabéns pelo sucesso e sei que todos nós que abdicamos de tudo só pelos estudos com certeza iremos almejar nossos sonhos!

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  19. É difícil ler esse testemunho e conter as lágrimas. Linda história de superação e perseverança.
    Estou no meu penúltimo ano da academia, tenho 21 anos de idade e estou há algum tempo correndo atrás do meu grande sonho, a Toga. A luta não é fácil, e nem está perto de ser, mas acredito piamente que meus sonhos se realizarão e, sobretudo, tenho Fé Naquele que sempre há de prover.
    Sucesso em sua nova carreira, e que Deus continue a te abençoar e iluminar.
    Grande abraço, Excelência. rs.

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  20. Parabéns amigo.Uma verdadeira história de sucesso..

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  21. Impossível conter as lágrimas. ...
    E eu aqui triste após ser reprovado em duas primeiras fases (TJMS e TJSP )!

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  22. Parabéns pela sua história de vida e pelas conquistas! Obrigado por compartilhar dicas de estudo, ajuda muito. Sucesso na nova etapa de vida!

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  23. Caro Sidnei...Fiquei como a grande maioria que aqui escreveu emocionada e admirada pela sua história de vida, fé e perseverança...Conheci você na OABMT e sei de sua persistência naquilo que quer rsrsrs Aproveito para parabeniza-lo e agradecer pela lembrança quando lá esteve para despedir e eu não estava...Foi um prazer conhecer-lo. Desejo muito sucesso na sua jornada e em sua vida. Voltando a Cuiabá passe na Ordem pra tomar um café conosco.

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  24. Caro Sidnei...Fiquei como a grande maioria que aqui escreveu emocionada e admirada pela sua história de vida, fé e perseverança...Conheci você na OABMT e sei de sua persistência naquilo que quer rsrsrs Aproveito para parabeniza-lo e agradecer pela lembrança quando lá esteve para despedir e eu não estava...Foi um prazer conhecer-lo. Desejo muito sucesso na sua jornada e em sua vida. Voltando a Cuiabá passe na Ordem pra tomar um café conosco.

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  25. Caro Sidnei...Fiquei emocionada, como a maioria que aqui escreveu pela sua história de vida, fé e perseverança. Conheci você na OABMT e sei de sua persistência quando quer algo rsrsrs. Desejo muito sucesso nessa nova jornada. Pessoas como você merece todo reconhecimento. Aproveito para agradecer pela lembrança e quando vier a Cuiabá passe na Ordem para tomar um café conosco. Abraços e muita luz em sua vida!

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  26. Sidnei, li seu depoimento e me debulhei em lágrimas. Como é linda a sua história. Estudo para a magistratura desde dezembro de 2014. Antes disso comecei e parei várias vezes. Meu sonho é a magistratura. Fiz o TJDFT 3 vezes que fiz, mas não cheguei nem perto de passar pela 1ª fase, assim como no TJGO. Trabalho e estudo. Trabalho muito. Chego esgotada em casa e tento estudar. Acordo às 5h, começo a estudar às 7h e vou até as 10h e vou correndo trabalhar. Ler a sua história me deu um ânimo novo para continuar a caminhada. A gente vê tantos concurseiros novinhos sendo aprovados com 25, 26 anos, que pensa que quem passou dos 30 não tem mais vez. Obrigada por compartilhar sua história. Vou seguir as suas dicas de estudo e persistir até passar. Desejo que você tenha muito sucesso na magistratura! E quem um dia eu consiga conhecê-lo pessoalmente e como colega de profissão. Abraço.

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  27. Sidnei, nos falamos nas segundas fases do MPMS TJMT e a última vez que nos falamos foi no TJPR quando jantei com VC no shopping Estação, estava com minha então namorada e hj esposa. Depois disso alguns acontecimentos trágicos me afastaram por um tempo dos estudos. Agora estou voltando. Vi sua foto por acaso em uma foto de um amigo que passou no último TJPR, o Glaucio, e procurando para ver se era VC mesmo encontrei sua história aqui, ganhei o dia de felicidade por VC e tive que me conter, estou na casa dos meus sogros e não quis chorar na frente deles. Parabens pela aprovação e principalmente pela história!!!!!!

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  28. Grande SDM... Só o conhecia dos fóruns da magistratura estadual... Lembro muito bem da época do concurso TJMT 2009 e só pelos comentários dele no fórum do CW já pude perceber que era um guerreiro, lutador, humilde e que certamente seria aprovado no seu tempo... Parabéns pela aprovação e realização do seu sonho meu irmão! Um forte abraço do Agravo Auricular, ex-concurseiro e atualmente magistrado em MT... Deus te abençoe!!!


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  29. Grande SDM... Lembro bem do concurso da magistratura de MT 2009, pois trocávamos muitas mensagens no CW. Naquela época já pude perceber que SDM era alguém diferenciado, sempre educado em suas pontuações... Deus te abençoe nessa nova jornada meu irmão! Como certa vez eu havia dito em um desses fóruns "VOCÊ VAI PASSAR"! Forte abraço do ex-concurseiro e agora magistrado, Agravo Auricular!

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  30. Se eu vencer vou ti conhecer cara.

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  31. Sidnei Dal Moro! Parabéns! Do seu ex-professor (Grilo rs). Fiquei extremamente feliz e emocionado em saber essa brilhante conquista! Um grande abraço. Marcos Notoba

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  32. Muito interessante. Obrigado pela informação !

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  33. Parabéns Sidnei; você se tornou mais uma fonte de inspiração não só para mim, mas para todos aqueles que leram essa linda historia de vida: Eu tenho certeza que um dia eu estarei escrevendo a minha também.

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