quinta-feira, 10 de maio de 2012

Para não dizer que não falei de humanidades

Esse mês, nossa parceira Impetus, encaminhou dois livros que me agradaram muito. O primeiro, por me lembrar os tempos de início da advocacia. O segundo, por estimular o estudo de matérias ligadas ao Direito, mas não menos importantes. São obras que, apesar de voltadas para o público jurídico, situam-se em assuntos muitas vezes periféricos no nosso dia a dia.

Durante algum tempo, como Diretor da OAB Jovem na minha subseção do interior, fui encarregado de dar as boas vindas aos novos inscritos nos quadros da OAB. A cada entrega de carteira, estava lá, cumprimentando os novos advogados e também levando a eles uma palavra do que entendia ser a advocacia em novos tempos, marcada pela competitividade, pela difusão da informação através da internet e pelo crescente número de advogados no mercado. No reduzido alcance da minha "valoração paralela na esfera do profano", tentava deixar aquela meia dúzia de conselhos que há pouco havia aprendido, às custas de algumas cabeçadas e uns poucos êxitos.

Faltou-me à mão o tocante livro "Conselhos aos Jovens Advogados", de Benedito Calheiros Bomfim. Aliás, a própria trajetória profissional do autor, narrada também no livro, já vale sua aquisição. A cada conselho lido, pude, como num filme, rever minha trajetória profissional, identificando claramente os erros e os acertos. E não se engane, caro leitor, que este livro vale somente ao recém-formado, àquele que acaba de ingressar nos quadros da Ordem. Não. É um livro de contemplação, um livro que todo advogado deve sorver, periodicamente, reforçando suas bases éticas e o caminho da justiça. Aliás, por falar em caminho, ética e justiça, deixo aqui um trecho do conselho número 56 do livro:

"Do advogado, a cuja porta a sedução e a tentação batem com frequência, exige-se, mais do que em outras profissões, retidão de caráter, sólida formação ética e moral, conduta ilibada".

O segundo já é um livro mais técnico e especialmente voltado ao estudo das disciplinas de humanística previstas na resolução nº 75/2009 do CNJ. É o "30 Questões de Humanidades Respondidas e Comentadas", onde o organizador é Clodomiro José Bannwart Júnior. Aliás, foi esse o livro sorteado neste mês de abril na nossa página no Facebook. Se você não nos acompanha, já está na hora de passar a acompanhar. Temos sorteios mensais de livros.

O livro é excelente, especialmente pela forma com que a temática é abordada. Cada capítulo parte de uma questão já cobrada em concursos, seguida de uma análise, da resposta possível e de conceitos relevantes. Aliás, para quem não é muito familiarizado com humanidades, essa estrutura é interessantíssima. Na parte "conceitos relevantes", você encontrará definições de termos como "metafísica dos costumes", "ética da alteridade", "deontologia", entre outros. São 30 questões, verdadeiramente esmiuçadas.

E a julgar pela crescente cobrança da matéria e a profusão de questões, receio que os autores terão que elaborar um segundo volume da obra, o que será ótimo, pois a fórmula do livro ensina sem cansar. Prato cheio para concurseiros ávidos por estes conhecimentos.


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